Minha Casa Minha Vida 2026: mais imóveis com subsídios e oportunidades para a classe média turbinam investimento no Nordeste

 

O setor habitacional brasileiro encerrou o ano de 2025 com números positivos. Impulsionado por um orçamento de R$ 180 bilhões, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) consolidou-se mais uma vez como o principal motor da construção civil no País. Desde a retomada em 2023, o programa já contratou mais de 1,9 milhão de unidades, mobilizando investimentos superiores a R$ 300 bilhões. O desempenho levou o Governo Federal a recalcular as projeções: a meta original foi ampliada em 50%, visando agora a marca de 3 milhões de moradias contratadas até o final de 2026. Construtoras que atuam fortemente no programa também ampliam as expectativas e projetam resultados que favoreçam sobretudo o mercado do Nordeste.


Um dos marcos de 2025 foi a diversificação do público atendido. Enquanto as Faixas 1 e 2 (renda até R$ 4.700) mantiveram a prioridade — com mais de 661 mil unidades financiadas até dezembro —, o governo lançou a Faixa 4. A nova categoria atende famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 12 mil, oferecendo financiamentos de até R$ 500 mil com juros de 10% ao ano. Em menos de um ano, a modalidade já beneficiou 25 mil famílias. 


Movida por essas mudanças, a MRV, uma das principais incorporadoras do País, atuante no Minha Casa Minha Vida, projeta uma ofensiva robusta no Nordeste, com o lançamento de 9.812 unidades, todas integradas ao programa. Pelos menos 30% dos lançamentos serão destinados à Faixa 4, voltada especificamente para a classe média, enquanto 70% da produção segue atendendo às famílias de menor renda (Faixas 1 a 3).

A entrada definitiva no segmento de classe média não é apenas uma meta numérica, mas uma mudança de patamar nos produtos oferecidos. Desde a criação da Faixa 4, a incorporadora incrementou os investimentos em projetos com localizações privilegiadas, acabamentos superiores e áreas de lazer completas nas capitais e regiões metropolitanas.

"Em resumo, 2026 marca a consolidação do MCMV Classe Média no Nordeste, com investimento direcionado, participação relevante no volume total de lançamentos e uma estratégia que combina crescimento, diversificação de público e sustentabilidade do negócio", destaca o diretor comercial Nordeste da MRV, Alessandro Almeida.

O otimismo para o 2026 é sustentado por um orçamento de R$ 144,5 bilhões do FGTS destinados à habitação. Entre as novidades anunciadas pelo Governo Federal estão ainda o aumento do teto de subsídio por família, que sobe para R$ 65 mil. além do ajustes para móveis em metrópoles com mais de 750 mil habitantes, que terão novos limites de financiamento, chegando a R$ 270 mil - aumento de 6%. Nas metrópoles e capitais regionais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, o limite passa a ser de R$ 255 mil, um valor 4% maior.


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"Diversos estados do Nordeste também vêm complementando o programa federal com políticas habitacionais próprias, como ocorre em Pernambuco, Ceará e Piauí, com subsídios estaduais que se somam ao MCMV, além de novos lançamentos em estados como Sergipe e Bahia, fortalecendo ainda mais a demanda e a atratividade dos empreendimentos. Em síntese, 2026 será um ano de consolidação e expansão do Minha Casa Minha Vida para a MRV no Nordeste, com um pipeline robusto, atuação equilibrada em todas as faixas do programa e um ambiente institucional favorável, que combina políticas federais e estaduais para ampliar o acesso à moradia, garantir sustentabilidade ao negócio e acelerar o ritmo de lançamentos", reforça Almeida. 

DIVULGAÇÃO
Alessandro Almeida, diretor comercial da MRV no Nordeste - DIVULGAÇÃO
MRV PREVÊ DOBRAR OPERAÇÃO
Neste mês, a MRV realiza um lançamento relevante em Paulista, na Região Metropolitana do Recife: o Pontal de Maracaípe, com 600 unidades enquadradas no programa habitacional estadual, reforçando o compromisso da companhia com a ampliação do acesso à moradia e com o uso combinado de políticas públicas para viabilizar projetos em escala.

Além disso, no segundo semestre, está previsto o lançamento de aproximadamente 300 unidades na cidade do Recife, enquadradas tanto no programa federal do MCMV quanto nos incentivos estaduais, aproveitando as recentes mudanças nos tetos, subsídios e nas legislações urbanísticas que tornam esses projetos ainda mais viáveis.Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão da operação em Pernambuco.

"A MRV está em pleno processo de crescimento, com planos claros de dobrar o tamanho da operação neste ano, ao mesmo tempo em que avança de forma estruturada na aquisição de novos landbanks, criando as bases para sustentar o crescimento nos próximos ciclos de lançamentos. Em resumo, Recife é uma praça absolutamente prioritária para a MRV. Os planos são ambiciosos, combinam volume, impacto social e sustentabilidade econômica", adianta Alessandro Almeida. 

CARRILHO CELEBRA RESULTADOS
Para quem concentra as operações em Pernambuco, especificamente na RMR, o ano de 2025 também fechou no azul e impulsiona a projeção de resultados mais robustos para 2026. A Construtora Carrilho encerrou o ano registrando crescimento de 30% no comprativo dos resultados em 12 meses, impulsionado pelas linhas Urban e Premium (que vão da faixa 3 do MCMV ao alto padrão). 

Entre os destaques está o Pátio Hori, novo empreendimento localizado na Avenida Caxangá, ao lado do Pátio Nattu, que reforça a presença da construtora em um dos principais corredores urbanos do Recife. Em fase de pré-lançamento, o projeto será o primeiro da linha Minha Casa Minha Vida a contar com rooftop, tendo três torres e como diferencial uma área de lazer instalada na cobertura de uma delas, alinhando-se à tendência de projetos que valorizam convivência, bem-estar e o uso qualificado dos espaços comuns. O empreendimento está com lançamento oficial previsto para fevereiro de 2026.

Para 2026, a Carrilho projeta um ano estratégico, com três entregas programadas já no primeiro semestre do ano, sendo os empreendimentos Torres de Olinda, o Botanik Torre e o Aurora das Flores, ampliando sua presença no segmento urban e premium. O Torres de Olinda e o Pátio Natú tiveram 100% de comercialização em 2025.

De acordo com Roberto Rios, diretor comercial da Construtora Carrilho, o novo empreendimento integra a estratégia de crescimento sustentável da Carrilho, alinhando localização estratégica, soluções urbanas e um portfólio cada vez mais diversificado. “Com esse movimento, a Carrilho reforça suas perspectivas positivas para o próximo ano, mantendo o ritmo de lançamentos e consolidando sua atuação no setor imobiliário pernambucano”, afirma.

Para tracionar os resultados das construtoras no MCMV, do início de 2023 até meados de dezembro de 2025, considerando apenas os financiamentos por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 1,63 milhão de moradias foram financiadas, com valor total de R$ 259,58 bilhões. Os financiamentos chegaram a 4.178 municípios do País. 

Já levando em conta apenas os empreendimentos com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para as linhas subsidiadas, foram contratadas 238,79 mil moradias em 3.848 novos empreendimentos a partir de 2023, com valor de R$ 31,73 bilhões. As contratações ocorreram em 2.301 municípios do país. Foram 119,3 mil moradias em 2024, com valor de R$ 18,48 bilhões, e 119,4 mil em 2025, com valor de R$ 13,25 bilhões.

“Em 2025, aceleramos o ritmo de entregas, ampliamos o programa e, entre outros avanços, criamos a faixa 4 para as famílias que ganham mais de R$ 8.600 e até R$ 12 mil. Já fora do MCMV, criamos também um novo modelo de crédito imobiliário para a classe média", celebra o ministro das Cidades, Jader Filho. 

MUDANÇAS NO MCMV
Reajuste nos Tetos dos Imóveis

Metrópoles: O valor máximo do imóvel financiado subiu para R$ 270 mil (aumento de 6%).
Capitais Regionais (> 750 mil hab.): o teto subiu para R$ 260 mil (aumento de 4%).
Metrópoles e capitais regionais (300 mil a 750 mil hab.): o limite passou para R$ 255 mil.
Foco nas Faixas 1 e 2: as medidas beneficiam diretamente famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, facilitando o acesso a juros menores e prazos mais longos.                                                                                                                                                                                                                Aumento de subsídio
O valor máximo do subsídio (desconto na entrada) pode chegar a R$ 55 mil na maioria das regiões.
Região Norte: recebeu tratamento diferenciado, com o subsídio máximo elevado para até R$ 65 mil.
Ampliação geográfica: o reajuste contempla todas as capitais das regiões Norte e Nordeste, além de grandes centros urbanos em todo o país (incluindo 75 novos municípios)
Orçamento recorde: para 2026, o orçamento do FGTS destinado à habitação será de R$ 144,5 bilhões, com previsão de R$ 12,5 bilhões apenas para subsídios (descontos habitacionais).
A linha de atendimento financiada do programa Minha Casa, Minha Vida oferece financiamento habitacional com taxas de juros mais baixas do que as praticadas pelo mercado para famílias com renda até R$ 12.000,00. Nesta linha, se opera com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo Social (FS), sendo que este último atende exclusivamente a famílias enquadradas na Faixa 3 do programa.


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